Programa Mobilização para Autonomia2021-08-10T13:44:38-03:00

O Programa Mobilização para Autonomia (MOB) da Fundação FEAC tem por objetivo assegurar a inclusão efetiva das pessoas com deficiência. Dedica-se a romper barreiras para que elas possam participar da sociedade e exercer plenamente seus direitos.

Logotipo do Programa Mobilização para Autonomia, da Fundação FEACAs dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência são, muitas vezes, resultado da forma pela qual a sociedade lida com as limitações funcionais. À medida que se avança em acessibilidade, tecnologia assistiva e respeito à diversidade, as limitações passam a ser cada vez menos impeditivas. Ou seja, ao atuar na remoção desses obstáculos, são criadas condições para mais autonomia e a inclusão efetiva da pessoa com deficiência na sociedade.

O Programa Mobilização para Autonomia considera que autonomia é a capacidade do indivíduo de lidar com sua rede de dependências, o que não significa ser independente. As redes de dependências que cercam o indivíduo são condições externas a ele. Portanto, o indivíduo autônomo é aquele que tem conhecimento, informação e condições de participar e, assim, interferir em sua rede de dependências.

Nesse sentido, é necessário tornar a acessibilidade intrínseca aos mais diversos projetos para garantir que qualquer pessoa possa participar dos espaços, ter acesso às informações e se comunicar. Também é preciso incentivar o desenvolvimento e a disseminação da tecnologia assistiva, que minimiza ou remove algumas barreiras.

Da mesma forma, deve-se estimular a mudança na postura da sociedade em relação às pessoas com deficiência, decorrentes do desconhecimento e do preconceito. Essas barreiras de atitude são especialmente desafiadoras porque limitam os investimentos para a remoção dos outros obstáculos.

O Programa Mobilização para Autonomia integra a dimensão de trabalho Empoderando populações vulneráveis da Fundação FEAC.

Fundação FEAC e as pessoas com deficiência

O tema pessoas com deficiência já era pauta da Fundação FEAC desde 1999, com o Projeto Viva (Vida Independente para Viver o Amanhã). A iniciativa aglutinou diferentes atores sociais para promover a inclusão dessas pessoas com foco na autonomia. Além disso, investiu no processo de sensibilização sobre a temática da inclusão profissional e educacional, de acordo com o conceito e os parâmetros da época.

A partir de 2015, o MOB passou a criar e assessorar projetos em parceria com as OSC de Campinas, com o objetivo de criar condições para que pessoas com deficiência tenham mais autonomia e, por consequência, maior qualidade de vida e participação social, ou seja, uma inclusão efetiva. Esse trabalho teve início com um estudo no município de Campinas que resultou na publicação Panorama da pessoa com deficiência.

A publicação apontou desafios que determinaram os objetivos estratégicos do MOB, que também foi responsável pela organização da obra Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência – LBI comentada, lançada em 2016, considerada referência sobre os direitos da pessoa com deficiência.

  • Incluir a pessoa com deficiência no trabalho, com equidade, garantindo sua integração social e econômica.
  • Promover oportunidades profissionais para pessoas com deficiência para além da política de cotas, como meio de valorização pessoal, reconhecimento e autonomia.
  • Repensar as estratégias de formação para a inclusão profissional de pessoas com deficiência, visando qualificação e desenvolvimento de aptidões e capacidades alinhadas com as demandas do mercado de trabalho.
  • Garantir que as crianças com deficiência recebam educação de qualidade em um ambiente inclusivo, com oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades para alcançar a autonomia.
  • Eliminar barreiras à educação inclusiva e transformar a escola em um espaço para todos, em que a comunidade escolar possa interagir e conviver com cooperação e respeito à diversidade.
  • Proporcionar às pessoas com deficiência o convívio e o pertencimento ao território para reduzir desigualdades e efetivar a inclusão social.
  • Efetivar a incorporação do conceito de acessibilidade no planejamento urbanístico e dos equipamentos públicos para eliminar as barreiras que impedem a inclusão e o convívio social da pessoa com deficiência.
  • Incentivar a adoção de soluções e boas práticas para a inclusão da pessoa com deficiência à vida comunitária.
  • Mobilizar a sociedade por meio de campanhas e ações informativas para mudar comportamentos e atitudes que geram barreiras à plena e efetiva inclusão da pessoa com deficiência.
  • Dar visibilidade à pessoa com deficiência como sujeito integrante da sociedade que possui potencialidades, competências e plena condição de participar da vida comunitária, desde que as condições para sua participação estejam asseguradas.
  • Erradicar o preconceito e a desinformação em relação às pessoas com deficiência, convidando a sociedade a rever conceitos, atitudes e comportamentos.
  • Potencializar a rede de cuidados em saúde para a pessoa com deficiência, promovendo melhor qualidade de vida por meio de ações que desenvolvem ou ampliam sua capacidade funcional e assegurem sua saúde de forma integral em todos os níveis de complexidade.
  • Propiciar à pessoa com deficiência o desenvolvimento de potencialidades, talentos, habilidades, aptidões físicas, cognitivas, sensoriais e psicossociais que contribuam para a conquista da autonomia e a participação social em igualdade de condições.

Gestão do Cuidado – APAE
Pessoas com deficiência intelectual com diagnóstico precoce e adequado, possibilitando seu acesso a programas de estimulação precoce, habitação/
reabilitação, serviços, benefícios e direitos.


Quebrando as Barreiras da Comunicação entre Ouvintes e Surdo – APASCAMP
Barreiras na comunicação entre ouvintes, surdos e pessoas com deficiência por meio da utilização da Língua Brasileira de Sinais, eliminando quaisquer formas de exclusão e/ou marginalização.


Modelo de reabilitação híbrido para grandes incapacitados – Boldrini
Pessoas com deficiência física reabilitadas e autônomas, com equidade, igualdade e efetividade, através da implantação de um ambiente híbrido, adequado às suas necessidades, com ampliação do atendimento, envolvimento dos pacientes e acompanhantes no atendimento presencial e à distância.


Acessibilidade em Movimento – Centro Cultural Louis Braille de Campinas
Comunidade consciente dos reflexos de suas ações, reduzindo preconceitos e barreiras. Pessoas Com Deficiência Visual atuantes na sociedade em igualdade de condições.


Ampliando horizontes: vendo e ouvindo sonhos – CAIS
Pessoas com surdocegueira identificadas e em atendimento especializado com ganhos em sua autonomia e independência.


Conviver para incluir – CEI
Pessoas com deficiência utilizando os recursos disponíveis no território, potencializando sua autonomia e vivenciando experiências que diminuam sua dependência e o isolamento social, fortalecendo seus vínculos familiares e comunitários.


Mercado de Trabalho
Inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, trabalho executado pela Associação para o Desenvolvimento dos Autistas de Campinas (Adacamp).


CONECTA-IN: Empregabilidade e Inclusão – AEDHA
Pessoas com deficiência incluídas no mercado de trabalho, com equidade, tornando-se socialmente e economicamente ativas.


Salas de Recursos da rede estadual de ensino: estudo de caso do município de Campinas – Instituto Rodrigo Mendes
Alunos com deficiência incluídos e com suas potencialidades identificadas em salas de recursos multifuncionais.


Território de Todos – Fundação Síndrome de Down
Pessoas com deficiência com acessos mais efetivos à rede de atendimentos, com as suas necessidades compreendidas e atendidas na medida de sua singularidade, com maiores graus de convívio social e comunitário e maior rede afetiva de ajuda mútua na comunidade, e assim efetivamente incluídas.


Para Além dos Muros – Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores
Pessoas com deficiência visual autônomas e conscientes de seus direitos e suas potencialidades, frequentando espaços públicos e do território, ampliando sua convivência comunitária e familiar.


Oficina Locomover – Casa da Criança Paralítica de Campinas
Pessoas com deficiência física vivendo com maior participação social, saúde e segurança.


Mobilidade – Eixo para autonomia e qualidade de vida das pessoas com deficiência visual – Pró- Visão Sociedade Campineira de Atendimento ao Deficiente Visual
Pessoas com Deficiência Visual habilitadas com mobilidade segura, autonomia e independência, para superação das barreiras de isolamento social, com novas habilidades utilizando equipamentos públicos de convivência, incluído na sociedade e com melhor qualidade de vida.


Saúde bucal: hábitos de higiene ajudam reabilitar vidas – SOBRAPAR
Processos de reabilitação craniofacial eficazes e humanizados, baseado na excelência de atuação da equipe multidisciplinar e na auto responsabilização dos pacientes e seus cuidadores.


Pesquisa Violência e pessoa com deficiência – PUC Campinas
Pessoas com deficiência vivenciando uma vida sem violência.


Parcerias

Área de atuação do Programa Mobilização para Autonomia

Ir ao Topo